Diz não e todo um mundo de possibilidades se fecha. Experimenta. Ou melhor, não experimenta. Quero dizer, experimenta te abrir. Estou sendo confusa?
Experimenta fazer o impensável: conversar com aquele que te magoou há um tempo, tratar de aprender logo aquela receita de torta, tomar coragem e depilar as axilas com cera. Quem sabe?
Pode também tentar fazer o que no começo pode parecer maçante. Organiza teu álbum de fotografias, lê o livro gigantesco do vestibular, conserta a bicicleta parada há anos, poda a amoreira que não mais dá frutos. Quem pode dizer que ela não florecerá mais uma vez?
Ou simplesmente, tenta sair do óbvio. Atenda o telefone com sorriso no rosto, usa a louça florida e parada para um lanche comum, fecha o guarda-chuva quando te der na telha e se molha. Não pode ser tão ruim.
Abraça mais as pessoas. Abre mais a cabeça. Quem sabe um pouco de otimismo, mesmo dos mais clichês, pode te trazer alguma experiência até então inusitada? Quem sabe?
Bom, eu não faço idéia. Então, faz o seguinte?
Experimenta.
sábado, 20 de setembro de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Lembra-se?
Li, ontem, uma matéria na Superinteressante sobre uma mulher que lembra, em detalhes, tudo o que aconteceu a ela nos últimos 28 anos. Fiquei assustada. Tudo?
Óbvio, há coisas que sempre gostaríamos de lembrar, como o nome daquele conhecido que lhe cumprimentou na rua ou aquela fórmula de Física. Mas, e tudo aquilo que você quer detonar da memória, uma gafe, um trauma? Não é à toa que ela sofre de depressão.
Porque a memória é um bicho estranho. Quero dizer, essa tarefa de selecionar o que deve ser guardado do descartável é tão subjetiva. O que é ruim? O que é essencial? E por que diabos a gente é capaz de guardar coisas tão estúpidas? Eu consigo guardar com mais facilidade a data de nascimento de Daniel Radcliffe do que o que foi decidido em Potsdam! (E racho a cara de vergonha).
Minha cabeça sempre me deixa na mão em questões cruciais. Detesto esquecer o que ia dizer, não saber onde está minha carteirinha, não lembrar de fazer dever de casa. Detesto esquecer. Acho que mal de Alzheimer seria mais que frustrante pra mim. É insuportável a idéia de perder pouco a pouco a lembrança de sensações, de lugares, de pessoas. E pra não esquecer, eu escrevo diários.
Um diário é capaz de me fazer viver momentos de novo. Pode parecer mulherzinha, mas é essa a essência: só assim eu posso lembrar a intensidade com que cansei, chorei e amei em algum ponto da minha vida. Rever essas horas me deixam tão... feliz. É como sentir um cheiro que lembra algo por que você sente afeto. É reconhecer aquela pessoa que um dia foi você, mas que já não se lembra.
Sim, a minha memória é falha. Mas eu preencho minhas lacunas com um diário. Vou continuar a esquecer minhas chaves, meus deveres de casa e minhas respostas, porque não sou a mulher da Superinteressante, mas tudo isso é natural. O segredo é usar a memória sabiamente: se lamenta a merda que fez um dia, que não faça a mesma merda depois. E se tem algum momento bom no passado, que não se preocupe em lembrar de seus detalhes, mas em criar sempre mais momentos incríveis. É a lógica da vida não viver de passado e, sim, construir o futuro.
(Mas, por favor, procure trabalhar a memória. É o que eu vou fazer com a minha, depois de esquecer a conclusão muito boa que tinha elaborado e ter de me contentar com essa coisa brega que eu escrevi. Diacho.)
Óbvio, há coisas que sempre gostaríamos de lembrar, como o nome daquele conhecido que lhe cumprimentou na rua ou aquela fórmula de Física. Mas, e tudo aquilo que você quer detonar da memória, uma gafe, um trauma? Não é à toa que ela sofre de depressão.
Porque a memória é um bicho estranho. Quero dizer, essa tarefa de selecionar o que deve ser guardado do descartável é tão subjetiva. O que é ruim? O que é essencial? E por que diabos a gente é capaz de guardar coisas tão estúpidas? Eu consigo guardar com mais facilidade a data de nascimento de Daniel Radcliffe do que o que foi decidido em Potsdam! (E racho a cara de vergonha).
Minha cabeça sempre me deixa na mão em questões cruciais. Detesto esquecer o que ia dizer, não saber onde está minha carteirinha, não lembrar de fazer dever de casa. Detesto esquecer. Acho que mal de Alzheimer seria mais que frustrante pra mim. É insuportável a idéia de perder pouco a pouco a lembrança de sensações, de lugares, de pessoas. E pra não esquecer, eu escrevo diários.
Um diário é capaz de me fazer viver momentos de novo. Pode parecer mulherzinha, mas é essa a essência: só assim eu posso lembrar a intensidade com que cansei, chorei e amei em algum ponto da minha vida. Rever essas horas me deixam tão... feliz. É como sentir um cheiro que lembra algo por que você sente afeto. É reconhecer aquela pessoa que um dia foi você, mas que já não se lembra.
Sim, a minha memória é falha. Mas eu preencho minhas lacunas com um diário. Vou continuar a esquecer minhas chaves, meus deveres de casa e minhas respostas, porque não sou a mulher da Superinteressante, mas tudo isso é natural. O segredo é usar a memória sabiamente: se lamenta a merda que fez um dia, que não faça a mesma merda depois. E se tem algum momento bom no passado, que não se preocupe em lembrar de seus detalhes, mas em criar sempre mais momentos incríveis. É a lógica da vida não viver de passado e, sim, construir o futuro.
(Mas, por favor, procure trabalhar a memória. É o que eu vou fazer com a minha, depois de esquecer a conclusão muito boa que tinha elaborado e ter de me contentar com essa coisa brega que eu escrevi. Diacho.)
segunda-feira, 21 de julho de 2008
3 dias de Móveis Convida!
Como já é de praxe que eu faça algum tipo de propaganda sobre o evento, tá aqui: Móveis Convida edição 9, com 3 dias! Acontecerá no Espaço Brasil Telecom, no Brasília Alvorada Hotel (ao lado do Palácio da Alvorada), nos dias nos dias 8, 9 e 10 de agosto.Serão nove bandas convidadas, além de Móveis Coloniais de Acaju ao final de cada dia, é claro. As bandas seguirão o seguinte programa:
dia 8
20:00h abertura da casa
20:40h Deuses da Kaaba (DF) - Palco 1
21:00h Mutandina (Arg) - Palco 2
21:50h Watson (DF) - Palco 1
22:20h Móveis - Palco 2
dia 9
20:00h abertura da casa
20:40h The Pro (DF) - Palco 1
21:00h Pata de Elefante (RS) - Palco 2
21:50h César de Paula (DF) - Palco 1
22:20h Móveis - Palco 2
dia 10
19:00h abertura da casa
19:40h Leo Yolobem (DF) - Palco 1
20:00h Coiffeur (Arg) - Palco 2
20:50h Diego de Moraes (GO) - Palco 1
21:20h Móveis - Palco 2
O espaço tem capacidade para 450 pessoas e os ingressos começarão a ser vendidos nessa terça-feira a R$15,00 a meia e R$30,00 a inteira no Espaço Brasil Telecom, no Estúdio Original 69 (114 norte, Bl A) e na Kingdom Comics (Conic). Como o preço é salgado, vou só dia 8. Quem for também, avisa!
Para mais informações: (61)8135-75 75 e 8134-6106
Para ouvir:
www.myspace.com/mutandina
www.tramavirtual.com.br/coiffeur
http://www.patadeelefante.com/
www.myspace.com/diegodemoraes
www.myspace.com/bandawatson
www.myspace.com/deusesdakaaba
www.myspace.com/theprobr
www.cesardepaula.com/
www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br/produtos/cd_idem/index.php
Divirtam-se!
terça-feira, 15 de julho de 2008
. Começo
Esse foi o texto mais difícil que já fiz, pelo significado que ele tem pra mim. Mas foi, também, o mais importante.
É. Acho que cheguei a um momento em que nem eu consigo organizar meus pensamentos.
Mas organizar a meu modo. Sempre detestei regras e normas que norteiam um texto até que se chegue a uma conclusão aceitável, já esperada. Porque não há arte sem um pouco de devaneio, de inusitado. E é isso que está me faltando.
Eu preciso de mais! E pra puta-que-o-pariu o "Quem quer mais quer Sigma" - o que eu quero é um baque, um susto, uma mudança. Alguém que me dê um tapa e me acorde. Eu estou cansada de mim, desse eu que já se esgotou, desse eu acomodado. Estou cansada desse eu óbvio. Estou cansada de pretensão.
Quero liberdade! Não esse substantivo feminino do Aurélio, mas esse sentimento, essa motivação mais profunda que se possa compreender! Quero ser aquilo que me convenha, o mais absurdo e ousado possível! Quero viver com intensidade, chorar com fervor, rir com volume, cantar com todo o ar do mundo! Quero ser muito e muitos! E que nunca me esgotem os pontos de exclamação!
Que me olhem. Que comentem. Que desaprovem. Eu sou eu, mas mais feliz, mais egocêntrica, mais incompreensível e mais humana do que jamais fui.
E eu gosto.
É. Acho que cheguei a um momento em que nem eu consigo organizar meus pensamentos.
Mas organizar a meu modo. Sempre detestei regras e normas que norteiam um texto até que se chegue a uma conclusão aceitável, já esperada. Porque não há arte sem um pouco de devaneio, de inusitado. E é isso que está me faltando.
Eu preciso de mais! E pra puta-que-o-pariu o "Quem quer mais quer Sigma" - o que eu quero é um baque, um susto, uma mudança. Alguém que me dê um tapa e me acorde. Eu estou cansada de mim, desse eu que já se esgotou, desse eu acomodado. Estou cansada desse eu óbvio. Estou cansada de pretensão.
Quero liberdade! Não esse substantivo feminino do Aurélio, mas esse sentimento, essa motivação mais profunda que se possa compreender! Quero ser aquilo que me convenha, o mais absurdo e ousado possível! Quero viver com intensidade, chorar com fervor, rir com volume, cantar com todo o ar do mundo! Quero ser muito e muitos! E que nunca me esgotem os pontos de exclamação!
Que me olhem. Que comentem. Que desaprovem. Eu sou eu, mas mais feliz, mais egocêntrica, mais incompreensível e mais humana do que jamais fui.
E eu gosto.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
domingo, 6 de abril de 2008
Dancin' Queen
Para fazer bonito no Flashback do Sodeso no próximo fim de semana, meus pais e alguns colegas de adolescência estão ensaiando passos de Michael Jackson, agora. Uns dois-pra-lá-vira-desliza. Coisas que eram tão comuns nas discotecas dos anos 80 e que continuam a ser tão divertidas.
Esses ensaios me fazem pensar em como serão os Flashback da minha geração. Quero dizer, naquela época, o Sodeso era freqüentado religiosamente por todo adolescente bacana e descolado de Sobradinho. Hoje, qual é o lugar mais freqüentado pelos jovens (sim, eu vou usar essa palavra que, mesmo tendo um significado completamente díspare, tem uma aparência tão idosa)? Onde poderíamos reunir todas as tribos de hoje? Os gostos são tão diferentes... Não era assim antigamente? Ou as opções disponíveis eram tão boas que ninguém mais precisava procurar outro tipo de música além do pop e do punk?
Aliás, gostaria de deixar clara minha inveja daqueles que viveram nos anos 70 e 80. Sim, gosto de Bee Gees, ABBA, John Travolta e companhia. E não dispenso Led Zeppelin. E não tenho vergonha.
E que músicas tocariam? NX Zero? Banda Calypso? Simple Plan? Mc Créu? Sinceramente, quem gostaria de se reunir pra relembrar essas músicas? E não teríamos coreografias a ensaiar, nem perucas esdrúxulas a usar, nem filmes que marcaram a recordar! Teríamos?
Quando paro prá pensar, acho que os Flashback de 20 anos a frente não serão tão divertidos. Ou melhor, poderão ser divertidíssimos, mas diferentes daqueles aos quais meus pais e seus amigos irão no próximo fim de semana. Mas, ainda assim, teremos nossas lembranças, estórias e micos a recordar e a rir. E, no futuro, poderemos nos reunir e celebrar as músicas e as calças da moda de hoje que, com certeza, serão consideradas absolutamente bregas ou gays por nossos filhos.
Esses ensaios me fazem pensar em como serão os Flashback da minha geração. Quero dizer, naquela época, o Sodeso era freqüentado religiosamente por todo adolescente bacana e descolado de Sobradinho. Hoje, qual é o lugar mais freqüentado pelos jovens (sim, eu vou usar essa palavra que, mesmo tendo um significado completamente díspare, tem uma aparência tão idosa)? Onde poderíamos reunir todas as tribos de hoje? Os gostos são tão diferentes... Não era assim antigamente? Ou as opções disponíveis eram tão boas que ninguém mais precisava procurar outro tipo de música além do pop e do punk?
Aliás, gostaria de deixar clara minha inveja daqueles que viveram nos anos 70 e 80. Sim, gosto de Bee Gees, ABBA, John Travolta e companhia. E não dispenso Led Zeppelin. E não tenho vergonha.
E que músicas tocariam? NX Zero? Banda Calypso? Simple Plan? Mc Créu? Sinceramente, quem gostaria de se reunir pra relembrar essas músicas? E não teríamos coreografias a ensaiar, nem perucas esdrúxulas a usar, nem filmes que marcaram a recordar! Teríamos?
Quando paro prá pensar, acho que os Flashback de 20 anos a frente não serão tão divertidos. Ou melhor, poderão ser divertidíssimos, mas diferentes daqueles aos quais meus pais e seus amigos irão no próximo fim de semana. Mas, ainda assim, teremos nossas lembranças, estórias e micos a recordar e a rir. E, no futuro, poderemos nos reunir e celebrar as músicas e as calças da moda de hoje que, com certeza, serão consideradas absolutamente bregas ou gays por nossos filhos.
terça-feira, 1 de abril de 2008
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